Configuração inicial

Convencao de operacoes e biblioteca de camadas

Última atualização: 18/06/2026, 01:28

A convenção de operações ensina o PROMAX CNC a ler o nome de uma camada do arquivo do CAD e entender o que ela significa: se é um furo, um rasgo, um rebaixo, em qual face, com qual diâmetro. A biblioteca de camadas é onde você corrige, manualmente, os casos que fogem do padrão. Juntas, essas duas telas garantem que cada linha do desenho chegue ao posto certo do chão de fábrica.

Onde fica: menu Configurações (módulo Fábrica), opção Convenção (a tela se chama "Convenção de Operações"); e as listas de camadas em Configurações > Furação / Rasgo / Rebaixo / Gravação / Chanfro / Arredondamento / Corte (cada uma lista as camadas daquele tipo).

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Por que a maioria não precisa mexer aqui

O sistema já vem com convenções prontas para os programas de marcenaria mais comuns. Se você usa um deles, na prática não precisa configurar quase nada: basta testar a convenção com cinco a dez nomes de camada reais (você verá como, mais abaixo) e confirmar que ela reconhece tudo. Se reconheceu, deixe como está.

Como o sistema lê o nome da camada

Quando você exporta um projeto do seu programa de marcenaria, cada operação vem em uma camada com um nome codificado, do tipo "FURO_8-5_INF". A leitura desse nome depende de quatro coisas que você configura no topo da tela:

  • O separador de variáveis: o caractere que separa as partes do nome (geralmente "_").

  • O separador decimal: o caractere usado para a vírgula dos números (em muitos programas, geralmente "-").

  • A posição de cada parâmetro: em que ordem vêm o diâmetro, a profundidade e os demais valores.

  • Os sufixos de face: o pedacinho do nome que diz em qual face está a operação.

Sobre os sufixos de face: cada face tem o seu sufixo, e a face superior é a exceção, ela não tem sufixo nenhum. Você configura, para cada uma das faces inferior, esquerda, direita, frente e trás, quais são os nomes que o seu CAD usa. Por exemplo, os sufixos mais comuns sao do tipo INF, ESQ, DIR, FRONTAL e TRASEIRA.

As operações canônicas

A tela tem um card para cada tipo de operação: furação, rebaixo, rasgo, gravação, chanfro, arredondamento, corte e texto. Em cada card você define:

  • Nomes reconhecidos: os apelidos que o seu CAD usa para aquela operação (por exemplo, a furação pode vir como "FURO", "DRILL", "BR").

  • Ordem dos parâmetros: a ordem em que diâmetro, profundidade e outros valores aparecem no nome.

  • Estratégia de ferramenta: "Maior que cabe" ou "Menor que cabe", que diz se o sistema deve preferir a maior ou a menor ferramenta possível para fazer aquela operação.

  • O mínimo e o máximo (mm): a faixa de diâmetros que aquele tipo aceita.

  • Ativo: uma chave que liga ou desliga o reconhecimento daquele tipo.

Cada card mostra um preview ao vivo: enquanto você edita, ele exibe como ficaria um nome de camada gerado com as configurações atuais, antes mesmo de salvar.

O detalhe da palavra "Corte"

No campo de tipo de operação existe uma sutileza: "Corte" se refere a um recorte interno, um vazado desenhado dentro da peça (uma abertura no meio da peça). O contorno externo da peça, o perímetro que a fresa percorre por fora, não é "Corte": ele é classificado como "Peça". É uma distinção que importa quando você for criar regras de roteamento.

O Testar Parser e o Testar Resolução

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Duas ferramentas de teste ajudam muito a diagnosticar problemas:

  • Testar Parser: você cola um nome de camada real e o sistema mostra se ele foi reconhecido, qual tipo identificou, em qual face, com qual diâmetro e qual profundidade. O parser olha só a convenção, ou seja, se a leitura do nome está correta.

  • Testar Resolução: usa o mesmo nome e mostra para qual estação, qual máquina e qual ferramenta aquela operação seria enviada na sua conta. Ele exibe a origem (se a decisão veio do automático ou de uma substituição), a razão e os diagnósticos. A resolução olha o sistema inteiro, e é a ferramenta certa para descobrir por que uma operação está indo para o lugar errado.

A diferença é essencial: o parser responde "o sistema entendeu o nome?", e a resolução responde "para onde isso vai parar na minha fábrica?".

Salvando e restaurando

Quando você muda algo na convenção, aparece uma barra fixa de alterações não salvas no rodapé. As mudanças ficam pendentes até você clicar em Salvar. Existe também o botão Restaurar todos os padrões, que volta a convenção aos valores de fábrica. Ele pede confirmação porque, ao restaurar, você perde as customizações da convenção. Importante: a restauração afeta só a convenção, não as substituições de camada.

A biblioteca de camadas

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Cada submenu (furação, corte, rasgo e os demais) lista todas as camadas detectadas nas peças que você já extraiu. É uma tabela com filtros em forma de pílulas no topo:

  • Todos: mostra tudo.

  • Auto: as camadas que a convenção resolveu sozinha.

  • Substituídos: as camadas que têm uma substituição manual ativa.

  • Não reconhecidos: as camadas que o sistema não conseguiu ler. Estas bloqueiam a autorização da ordem.

As colunas da tabela são: camada (o nome da camada), face, dimensão, ocorrências (em quantas peças aparece), estação (com um selo dizendo como foi resolvida) e ferramenta. Há também uma busca por nome de camada.

Atenção: camadas não reconhecidas bloqueiam a autorização da ordem de propósito. O sistema não deixa cortar uma peça enquanto não souber o que é cada linha do desenho. Trate os "Não reconhecidos" antes de autorizar.

O que os selos de resolução querem dizer

Na coluna estação, um selo explica como cada camada foi roteada:

  • AUTO: a convenção resolveu sozinha.

  • SUBSTITUÍDO: existe uma substituição manual ativa para aquela camada.

  • PAUSADO: existe uma substituição, mas ela está desligada.

  • ROTEAMENTO: uma regra de roteamento decidiu.

  • CUSTOM: a camada é exclusiva de uma estação.

  • GEO: a operação foi classificada pela geometria da peça.

Quando uma camada não tem estação resolvida, ela aparece como "sem destino", o que avisa que aquela operação vai ficar sem roteamento.

Substituir uma camada manualmente

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Quando a convenção não dá conta de um caso específico, clique em Substituir na linha da camada. Isso cria uma substituição manual com os campos: tipo de operação, diâmetro, profundidade, largura, ângulo, raio, face, estação e ferramenta. Você força ali, à mão, o que aquela camada deve ser e para onde deve ir.

Dentro da substituição existem também as configurações alternativas: outras combinações de estação e ferramenta para a mesma camada. É o caso da fresa alternativa, por exemplo, para o sistema ter uma segunda opção caso a fresa principal quebre ou esteja indisponível.

Ignorar uma operação pela camada

Na substituição existe o interruptor "Ignorar operação (não usinar)". Marcado, ele mantém a camada visível no DXF, mas a operação não é executada. Isso é diferente de "desabilitar": desabilitar descarta a camada inteira do corte, enquanto ignorar mantém a camada (ela vai para o arquivo com o prefixo "IGNORADA_") mas não vira usinagem. Use ignorar quando você quer guardar o registro da operação no desenho mas não quer que a máquina a faça.

Pausar e remover uma substituição

Na linha de uma substituição existente, três ações ficam disponíveis:

  • Pausar/ativar (o olhinho): pausado, o sistema ignora aquela substituição e a operação volta para a resolução automática. É útil para testes temporários.

  • Editar (o lápis): abre a substituição para alterar.

  • Remover (a lixeira): apaga a substituição, e a operação volta para a resolução automática.

A cascata automática ao salvar

Quando você salva ou remove uma substituição, o sistema revalida automaticamente as peças que estão no pool das ordens ainda editáveis (peças que ainda não começaram a ser cortadas) e mostra um aviso "aplicado em N peça(s) não iniciada(s)". Isso evita que você precise revalidar peça por peça depois de ajustar uma camada.

Se algo der errado

Uma camada aparece como "Não reconhecida" e bloqueia a autorização. Na extração de peças, ela cai no grupo "Não reconhecidos", em laranja; ao tentar autorizar, surge um erro de validação na peça; e o filtro "Não reconhecidos" na biblioteca mostra a camada sem estação, com um ícone de alerta "sem destino". As causas: o nome da camada no arquivo é diferente dos apelidos cadastrados na convenção; o separador de variáveis está errado; o sufixo de face é diferente do configurado; ou o tipo de operação está com a chave "Ativo" desligada. As saídas são: (a) ajustar a convenção, mexendo nos apelidos, separadores e sufixos, e testar até o parser reconhecer; (b) criar uma substituição manual para aquela camada específica; (c) marcar a operação como "Ignorar" na substituição, se ela não deve ser usinada.

A operação foi classificada no tipo errado (por exemplo, um rasgo virou furação). A causa: o nome da camada é ambíguo e casa com os apelidos de mais de um tipo, ou a ordem dos parâmetros está errada na convenção. As saídas: criar uma substituição manual para aquela camada forçando o tipo correto; ou ajustar os apelidos na convenção para não haver ambiguidade.

A operação foi para a estação errada (por exemplo, um furo superior foi para a furadeira em vez da CNC). Use o Testar Resolução para ver qual etapa decidiu: se foi a capacidade, ajuste as capacidades das estações; se foi regra, ajuste a regra de roteamento; se foi substituição, edite ou pause a substituição.

Salvei a convenção mas a peça continua com a classificação antiga. A causa é que as peças já extraídas não são reprocessadas automaticamente quando você muda a convenção (a cascata automática só age sobre peças em pool quando uma substituição é salva ou removida, não quando a convenção muda). A saída é revalidar manualmente as peças da ordem, pelo botão "Revalidar peças" na ordem, ou extrair as peças novamente se for necessário.

O Testar Resolução retorna "Não resolveu". As causas: nenhuma estação ativa tem a capacidade para a operação detectada; a máquina não tem ferramenta compatível; ou uma regra trocou o fluxo mas não resolveu a estação. A saída é ler os diagnósticos exibidos, verificar as capacidades das estações e conferir se há ferramenta cadastrada para aquele diâmetro e tipo na máquina daquela estação.

Usei "Restaurar todos os padrões" e perdi minhas configurações. O sistema pede confirmação antes de restaurar. Se você clicou por engano, a única saída depois é refazer manualmente a convenção customizada. Lembre que as substituições de camada não são afetadas pela restauração, apenas a convenção.

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