O detalhe da peça: informações, dimensões e operações
Última atualização: 18/06/2026, 02:24
A tela de detalhe da peça é a ficha completa de cada peça: mostra as dimensões, o material, todas as operações face por face, o roteiro de produção e, o mais importante, deixa você ajustar boa parte disso na mão, sem precisar voltar ao seu programa de marcenaria e reexportar. Depois de extrair as peças de um arquivo, é aqui que você confere cada uma antes de autorizar a produção.
Onde fica: menu Fábrica, Ordens de Produção, abra a ordem, vá na aba Peças e clique na linha da peça.
Para abrir, clique na linha da peça na aba Peças. Se quiser trabalhar nela em paralelo a outra coisa, há a opção de abrir em uma nova janela.
O que o cabeçalho mostra
No topo aparecem o nome e o código da peça, o módulo de origem (de qual parte do projeto ela veio) e o status atual. O status conta em que fase a peça está: "pool" quer dizer que ela ainda está aguardando, antes de entrar em um plano de corte; depois ela passa por "nesting", "cutting", "done" e assim por diante. Esse status é importante porque define o que você ainda pode editar: peça no pool é editável, peça que já entrou em plano de corte fica travada.
Pode aparecer também um selo amber "Virada para corte", que sinaliza que o sistema virou aquela peça automaticamente. Ao passar o mouse, ele explica que a etiqueta vai colada na face inferior. Veja Auto-ajustes automáticos.
O bloco de informações
Logo abaixo do cabeçalho vem um bloco com os dados principais em três colunas. Vários deles você edita ali mesmo, desde que a peça esteja no pool:
Dimensões (largura, altura e espessura, em milímetros): editáveis enquanto a peça está no pool e ainda não tem operações. Você pode digitar em milímetros ou em porcentagem, manter a proporção e aplicar a mudança a todas as peças iguais de uma vez. Se a peça já tem operações, o campo fica travado e mostra um aviso para editar no CAM (mudar a dimensão de uma peça que já tem furos deslocaria esses furos).
Material: editável no pool. Um seletor lista as chapas do seu catálogo, e há a opção de aplicar a escolha a todas as peças iguais.
Status: um selo com a fase atual da peça.
Veio: "No comprimento", "Na largura" ou "Sem veio", editável no pool, também com a opção de aplicar a todas iguais. É o sentido do desenho da madeira, que o sistema cruza com a rotação no plano de corte.
Passe de acabamento: "Ativado" ou "Desativado", editável no pool. Quando ativado, o sistema faz duas passadas no contorno (uma de desbaste meio milímetro para fora, e uma de acabamento na medida exata), o que reduz bastante o lascamento em melamina. Desativado, faz uma passada só. Use ativado nas peças em que o acabamento da borda importa.
Prioridade: Normal ou Urgente.
Destino de corte: esse campo só aparece quando você tem mais de uma estação de corte ativa (por exemplo, uma router e uma seccionadora). Ele permite forçar para qual máquina aquela peça específica vai. Deixado em "Automático", o sistema decide sozinho pela cascata de regras.
Módulo: o módulo do projeto de origem, quando disponível.
Origem: de onde a peça veio (Promob CSV, DXF, Manual ou CAD).
A peça também tem um QR Code com um código único, usado para bipar a peça na produção.
Dica: quase todo campo editável traz a opção "Aplicar a todas iguais". Se uma decisão vale para todas as prateleiras iguais do projeto, marque essa opção ao salvar e evite editar uma por uma.
O roteiro de produção
Mais abaixo aparece o roteiro: a linha do tempo das estações por onde a peça passa (Corte, Fitagem, Furação, Marcenaria, Embalagem) com o status de cada etapa em Pendente, Em andamento ou Concluída. Há uma diferença sutil que vale conhecer: enquanto a peça está no pool, o roteiro é uma prévia ao vivo, recalculada pelas regras atuais; depois que a produção começa, o roteiro vira uma fotografia gravada no momento da autorização e não muda mais. Se a sua conta tem mais de um fluxo de produção, aparece também um selo indicando qual fluxo aquela peça está seguindo.
As tabelas de operações
O coração do detalhe são as tabelas de operações, separadas por tipo: Furos, Rebaixos, Cortes internos, Canais, Gravações, Chanfros e Arredondamentos. Cada seção pode ser recolhida, mostra um contador de quantas operações tem e ganha um ícone de erro ou aviso quando alguma operação dali tem problema.
A tabela de furos é a mais detalhada. Cada linha mostra um indicador de furo cego (em ciano) ou passante (em vermelho), a posição X e Y, o diâmetro, a profundidade, a face, a estação que vai fazer o furo (com o nome da ferramenta e um selo indicando como o sistema chegou nela) e a camada original. Se a profundidade aparece com um ícone de chave na cor amber, é porque o sistema ajustou aquele valor automaticamente; ao passar o mouse, o sistema mostra qual era o valor original. Veja Auto-ajustes automáticos.
Quando a peça já está embalada ou expedida, surgem ainda blocos informativos com o lote, a carga e a transportadora.
Os botões de ação do detalhe
No cabeçalho você encontra alguns botões úteis:
Ver no plano de corte: leva você ao plano de execução com a peça destacada.
Nova janela: abre o detalhe em uma janela à parte, para trabalhar em paralelo.
Extrair Novamente: refaz a extração só daquela peça (disponível apenas no pool e quando a origem é um arquivo importado).
Revalidar: roda de novo as regras de validação com as configurações atuais.
E quando uma operação aparece com erro, surge na linha dela um botão Corrigir (em vermelho). Ele abre um menu com duas opções: "Corrigir no layer", que aplica a correção a todas as peças que usam aquela camada, e "Corrigir nesta peça", que muda só esta instância (e se replica às iguais quando você marca "Aplicar a todas iguais").
As diferentes vistas da peça
A área de visualização da peça tem botões no canto que alternam entre formas de ver a peça:
2D: o desenho da peça por cima, com só as abas Superior e Inferior. Veja A vista 2D da peça.
3D: o modelo tridimensional; ao escolher uma operação, a câmera gira para a face dela.
WXF: aparece somente quando a peça tem um arquivo de furação gerado (o arquivo que o centro de furação usa). Essa vista mostra a peça como a tela da máquina CVL ou CF-300 exibe, útil para conferir o que o operador da furadeira vai ver.
Etiqueta: aparece quando a peça já está em um plano gerado, e mostra a prévia da etiqueta física.
Se algo der errado
Um furo não aparece no desenho 2D. Em geral a face foi atribuída errada no seu programa de marcenaria (a operação está na face "Inferior" quando deveria estar na "Superior", ou vice-versa), ou a operação foi roteada para a furadeira e não para a router, então ela aparece na tabela mas não no 2D do router. Confira a face na tabela, abra a aba Inferior e verifique as configurações de roteamento daquela operação.
As dimensões não deixam editar. O ícone de lápis fica desabilitado com o aviso "Peça com operações, edite no CAM". É proposital: mudar a dimensão de uma peça que já tem furos deslocaria esses furos. A saída é editar no CAM Designer ou reexportar do seu programa de marcenaria com a medida certa.
A estação aparece como "Sem ferramenta principal de corte". Surge um aviso laranja na coluna Estação com o texto "Configure em Configurações > Máquinas". Significa que a ferramenta principal de corte não está definida. Vá em Configurações > Máquinas e escolha a fresa de corte.
O roteiro diverge depois de você mudar as regras. Aparece um banner amarelo "As regras de roteamento mudaram depois da autorização" com o botão "Atualizar rotas da OP". Acontece quando você alterou uma regra de roteamento ou uma estação depois de autorizar. Clique em "Atualizar rotas da OP" para recalcular só as peças que ainda não foram cortadas, ou autorize a ordem de novo.
A vista 3D está vazia. Quase sempre a peça não tem operações, ou a extração não trouxe as operações por face (o caso do DXF simples, que só conhece o contorno). Confira se as operações aparecem na tabela; se não aparecem, extraia de novo usando o arquivo CSV (a lista de peças), que traz tudo por face.
A peça tem um ícone de seta dupla amber na lista. É o ícone de "Virada para corte". Significa que o auto-ajuste de virada foi aplicado porque a usinagem está só na face inferior. Na prática, a peça será cortada invertida e a etiqueta fica colada na face inferior. Veja Auto-ajustes automáticos.